27 de agosto de 2008

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Como de costume, acordei as 6h30 e corri para fazer tudo que sempre faço de manhã. Peguei a roupa que já havia separado no dia anterior, tomei banho, me troquei e levei a bolsa e os sapatos para a sala. Comi um pão com queijo e tomei um copo bem grande de vitamina que minha mãe tinha acabado de fazer. Fui para o banheiro e arrumei o cabelo, escovei os dentes e coloquei os sapatos. 30 minutos depois, estava pronta, roupa trocada, café tomado, cabelo penteado.

Andei até o ponto de ônibus duas ruas abaixo da minha casa. Como sempre, passou um ônibus às 7H05, lotado, e eu esperei o próximo, que viria 2 minutos depois com metade dos bancos vazios.
Nesse horário era de costume pegar um pequeno engafarramento a caminho do centro, era por isso que comecei a acordar às 6H30, e não às 6h40 como fazia antes.

Como sempre, cheguei no trabalho 10 minutos antes das 8h e deu tempo de tomar um café e acordar de vez. Eu precisava adiantar algumas coisas, pois às 9h teria uma reunião.

Na hora do almoço, fomos à um restaurante que fica perto. Era sexta-feira, por isso tinha feijoada. Os outros voltaram ao trabalho logo depois de comerem.

Eu, como sempre, passei meus últimos 15 minutos de almoço caminhando pela rua arborizada do quarteirão debaixo. Era bom para espairecer e também me ajudaria a queimar um poucos das milhares de calorias que eu havia acabado de comer. Quando voltei para o trabalho, resolvi subir os 5 andares de escada, pois assim tinha um tempo a mais para respirar antes de voltar à labuta.


A tarde sempre passava voando e quando olhei para o relógio e vi que já eram 16h55, me deu aquele alívio de sempre. Na verdade, me deu um alívio duplo, pois eram apenas 5 minutos para o meu fim de semana.

Não tinha sido um dia diferente dos outros, mas, como sempre, eu queria muito voltar para casa, tomar banho, me espalhar no sofá-cama e assistir meu seriado preferido.

Eu desci as escadas, dei um tchau para o porteiro e, quando coloquei os pés na calçada, vi que meu ônibus já estava vindo. Corri para atravessar a rua. Ao olhar para o lado, eu vi uma luz e depois, tudo se apagou. Quando eu consegui abrir os olhos novamente, não vi nada. Então, olhei para mim. Não vi nada.

2 comentários:

Diegovj disse...

Bonito texto, bem detalhado. Antes de terminar de ler fiquei imaginando qual seria o desfecho.

Vai continuar a história?
Bjos!

Eu sou a Aline! disse...

é uma história com fim "cada-um-imagine-o-que-quiser".

O que você acha que aconteceu para a personagem??