17 de março de 2008

por quê? pOr QuÊ? POR QUÊ?

Por que será que meu blog anda tão parado?

a) Porque eu não gosto mais de escrever.
b) Porque eu não tenho mais nada pra escrever.
c) Porque eu percebi que esse negócio de blog é uma babaquice e vou acabar com isso tudo de uma vez.
d) n.d.a

Resposta certa: n.d.a

Acontece o seguinte...

As aulas começaram e aulas é sinônimo de... falta de tempo!

Agora, o pouco tempo que me sobra livre, passo lendo textos (em inglês) totalmente compreensíveis sobre as ondas senóides perfeitas formadas por estruturas físicas que não existem no mundo real. Ou então, fico fazendo exercícios de semântica que mais parecem uma prova de matemática do ensino médio (como meu pai indagou "Mas você tá fazendo Linguística ou Matemática?"). Isso sem contar os filmes sobre meninos selvagens e os exercícios sobre uma língua indígena do fim do mundo que ninguém conhece.

Oui,
C'est La Vie!



*Comentário 1: Quando escrevi esse post, lembrei do Pedrinho. O menininho loiro, filho do dono do varejão, que adora ir na minha casa. Ele é fofo, inteligente, fala que nem papagaio, é muito esperto pra um garoto de 2 anos e adora chocolate. Ele me acordar às 9h no domingo, joga todos os bichos de pelúcia e travesseiros no chão da sala e passa o dia todo perguntando: O que é isso? Pra que serve isso? Por que Aline, por quê? E só eu tenho paciência pra responder mil vezes a mesma coisa. Isso é o controle, Pedrinho. Isso serve pra abrir a porta do carro, Pedrinho. Porque faz mal Pedrinho, você já comeu muito chocolate hoje.

*Comentário 2: Eu adoro criança!




8 de março de 2008

De quem é o Dia da Mulher?


Eu tenho certeza que aquelas mulheres que queimaram seus sutiãs em praça pública, ficariam indignadas, senão totalmente revoltadas, ao ligarem a TV ou abrirem uma revista.

Muitas vezes, na verdade quase sempre, eu chego a ter vergonha das mulheres. As queimadoras de sutiãs também teriam. Quem não se lembra do baixíssimo episódio do carnaval, quando a mulher perdeu seu tapa-sexo no desfile, em rede nacional. Como se já não bastasse o fato dela se sujeitar a usar apenas um tapa-sexo, quando deveria estar usando no mínimo um biquini, ao perdê-lo, sequer TV vergonha o suficiente pra se esconder. Sei lá... sair correndo, chorar, desmaiar. É inacreditável que uma mulher fique nua na frente do país inteiro e nem se importe com isso. Eu acho que, por pior que uma pessoa seje, ela deve ter pelo menos amor próprio, respeito por si mesma. E ela não tinha. Ela e muitas outras.

Realmente não entra na minha cabeça como tem mulher que aceita ficar pelada em revista, em troca de dinheiro. Eu sei que é muito dinheiro, mas pra mim dinheiro nenhum vale o meu amor próprio e o meu respeito.

Também não dá pra entender que existe mulher que aceita marido safado e sem-vergonha, machista, aceita apanhar ou ser humilhada, em troca de uma vida boa, com carro na garagem e roupa de marca na gaveta. Não sei, mas eu acho que seria mais digno (e claro, mais difícil) trabalhar, ter seu próprio carro e dinheiro.

Ainda acho díficil entender como, em pleno século XXI, existem mulheres que se contentam com uma vida de dona de casa e mãe zelosa. E nada mais. Elas não tem um pingo de independência ou autonomia. Tenho amigas que se casaram e recebem ordens do marido. Assim como as coisas eram na época da minha avó.

Eu realmente admiro as mulheres que têm coragem de fazer algo por elas mesmas. Que casam e têm filhos, mas não largam o resto da vida por isso. É bom saber que ainda existem mulheres que estudam, trabalham, ocupam posições importantes. Mulheres que fazem algo pra melhorar o mundo ou o lugar onde moram, que montam ONGs, coordenam projetos sociais e educacionais. Mulheres que são notícias, mas por atitudes inteligentes e admiráveis.Mulheres que sabem que merecem uma vida que vai além das vassouras, do tanque de roupa suja e do fogão.

26 de fevereiro de 2008

Conspiração

Eu conheço muitas pessoas que acham que o mundo conspira contra elas. Sempre achei isso um absurdo. Primeiro, porque é muita prepotência achar que o mundo inteiro vive com o único objetivo de atrapalhar a sua vida. Segundo, porque eu acho que tudo que acontece com a gente é consequência de nossos próprios atos. No entanto, ultimamente tenho acredito que sim, o mundo conspira contra mim!
É realmente estranho, e até assustador, mas eu planejo ou prometo fazer alguma coisa e aí... pronto! Vem algo e me atrapalha, me impede. Agora mesmo, acabei de passar por isso.
Eu sou uma pessoa viciada em doces. De todos os tipos. Tinha prometido a mim mesma que, a partir dessa semana, ia evitar chocolates, bolos e a sobremesa na hora do jantar. Vinha conseguindo cumprir o prometido, até troquei um delicioso pudim de leite condensado por umas fatias de melancia no jantar de ontem. Até que... passou o carrinho da mulher que vende comida na minha baia... com o perfeito bolo de chocolate com recheio de prestígio. É sacanagem!! Há meses eles não vendiam esse bolo e justo agora, justo no meu terceiro dia sem doces, essa mulher me aparece com o bolo. Comi, lógico. Não consegui resistir. E lá se foi, por água abaixo, os 50 minutos que passei na esteira da academia hoje de manhã.
Um fato parecido ocorreu em outubro do ano passado. Eu fui tomar um maldito remédio contra-acne (sim, aquele Roacutan assassino). Resultado: tomei dois comprimidos (APENAS DOIS!) e as minhas plaquetas caíram de uns 220 mil para apenas 25 mil. Eu quase fiquei internada e quase tive que fazer uma transfusão. Isso só não aconteceu porque eu fui ao médico muito rápido e comecei a tomar um remédio para normalizar o nível de plaquetas. Detalhe: o remédio que normaliza as plaquetas (esqueci o nome) dá acne! Maldição! Tive que tomar a porcaria por uns 50 dias e, felizmente, minha pele só deu uma pioradinha. Aí minhas plaquetas voltaram ao normal e eu já podia parar de tomar o outro remédio, estava toda feliz... até que... fiquei sabendo que teria que refazer uns exames e por isso tive que parar de tomar anticoncepcional (que eu também estava tomando para ajudar no tratamento de pele). Fiquei dois meses sem tomar o remédio e minha pele está a merda de sempre.
Isso sem contar quando eu passo um tempão fazendo escova no cabelo, ele fica perfeito e aí... chove. Soma-se a isso, os sábados em que meu pai passa a manhã toda limpando a piscina e à tarde... chove. No domingo, chove. Na segunda, quando eu tenho que ir pra aula e ir trabalhar depois... faz aquele sol de cartão postal. Ainda tem mais. Como o dia que resolvi matar aula pra ir na festa de aniversário de um amigo e a professora resolveu adiantar a apresentação dos trabalhos em 15 dias, advinha quem ficou com o primeiro dia de apresentação?!
Ou isso é uma conspiração contra mim ...
Ou eu joguei pedra na cruz.
Só pode!

ps: o nome do post ficou parecendo nome de filme

14 de fevereiro de 2008

E qual é o sentido das coisas?


"O único sentido oculto das coisas
É elas não terem sentido oculto nenhum"

Ando meio sem tempo de escrever, mas não gosto de abandonar o blog, por isso resolvi postar esse poema, que é um dos meus preferidos.

Coincidência ou não, ele tem um pouco a ver com o post anterior.

Há metafísica bastante em não pensar em nada.


O que penso eu do mundo?

Sei lá o que penso do mundo!
Se eu adoecesse pensaria nisso.


Que idéia tenho eu das coisas?

Que opinião tenho sobre as causas e os efeitos?
Que tenho eu meditado sobre Deus e a alma
E sobre a criação do Mundo?


Não sei. Para mim pensar nisso é fechar os olhos
E não pensar. É correr as cortinas
Da minha janela (mas ela não tem cortinas).


O mistério das coisas? Sei lá o que é mistério!
O único mistério é haver quem pense no mistério.
Quem está ao sol e fecha os olhos,
Começa a não saber o que é o sol
E a pensar muitas coisas cheias de calor.
Mas abre os olhos e vê o sol,
E já não pode pensar em nada,
Porque a luz do sol vale mais que os pensamentos
De todos os filósofos e de todos os poetas.
A luz do sol não sabe o que faz
E por isso não erra e é comum e boa.


Metafísica? Que metafísica têm aquelas árvores?
A de serem verdes e copadas e de terem ramos
E a de dar fruto na sua hora, o que não nos faz pensar,
A nós, que não sabemos dar por elas.
Mas que melhor metafísica que a delas,
Que é a de não saber para que vivem
Nem saber que o não sabem?


"Constituição íntima das coisas"...
"Sentido íntimo do Universo"...
Tudo isto é falso, tudo isto não quer dizer nada.
É incrível que se possa pensar em coisas dessas.
É como pensar em razões e fins
Quando o começo da manhã está raiando, e pelos lados das árvores
Um vago ouro lustroso vai perdendo a escuridão.


Pensar no sentido íntimo das coisas
É acrescentado, como pensar na saúde
Ou levar um copo à água das fontes.


O único sentido oculto das coisas
É elas não terem sentido oculto nenhum.
Não acredito em Deus porque nunca o vi.
Se ele quisesse que eu acreditasse nele,
Sem dúvida que viria falar comigo
E entraria pela minha porta dentro
Dizendo-me, Aqui estou!


(Isto é talvez ridículo aos ouvidos
De quem, por não saber o que é olhar para as coisas,
Não compreende quem fala delas
Com o modo de falar que reparar para elas ensina.)


Mas se Deus é as flores e as árvores
E os montes e sol e o luar,
Então acredito nele,
Então acredito nele a toda a hora,
E a minha vida é toda uma oração e uma missa,
E uma comunhão com os olhos e pelos ouvidos.


Mas se Deus é as árvores e as flores
E os montes e o luar e o sol,
Para que lhe chamo eu Deus?
Chamo-lhe flores e árvores e montes e sol e luar;
Porque, se ele se fez, para eu o ver,
Sol e luar e flores e árvores e montes,
Se ele me aparece como sendo árvores e montes
E luar e sol e flores,
É que ele quer que eu o conheça
Como árvores e montes e flores e luar e sol.


E por isso eu obedeço-lhe,
(Que mais sei eu de Deus que Deus de si próprio?).
Obedeço-lhe a viver, espontaneamente,
Como quem abre os olhos e vê,
E chamo-lhe luar e sol e flores e árvores e montes,
E amo-o sem pensar nele,
E penso-o vendo e ouvindo,
E ando com ele a toda a hora.


Alberto Caeiro, em O Guardador de Rebanhos.


5 de fevereiro de 2008

Porque não tem explicação



Algumas coisas só podem acontecer por milagre.

Pelo último post, você deve ter percebido que eu sou um tanto cética e descrente sobre determinados assuntos. Mas há coisas que são tão incríveis e inacreditáveis que não há explicação para elas. Ou será que a ciência pode explicar o acontecimento narrado na matéria abaixo? Pouco provável. Acredito que até agora os médicos também não sabem dizer como tudo aconteceu. Eu também não sei. Você também não. Certas coisas ninguém consegue explicar, nem nunca conseguirá. Para elas, existem os milagres.


Fetos chutam tumor de útero e salvam a vida da mãe

Uma britânica que descobriu um câncer durante a gravidez foi salva pelos chutes dos fetos, que expulsaram parte do tumor.



Michelle Stepney, 35 anos, estava grávida de gêmeas quando foi levada para o hospital com um sangramento. No início, os médicos suspeitaram de um aborto, mas logo descobriram que ela estava com câncer cervical e que acabara de expelir um pedaço do tumor do colo do útero.

"Eu não poderia imaginar que os chutes que eu sentia seriam tão importantes. Eu mal pude acreditar quando os médicos disseram que os movimentos tinham expulsado o tumor", diz Michelle.

Os oncologistas sugeriram que ela fizesse quimioterapia e retirasse o útero para remover o câncer por completo, o que significaria o fim da gravidez. Michelle conta que, depois de muito refletir, decidiu seguir em frente com a gestação e foi submetida a doses limitadas de quimioterapia, aplicadas a cada 15 dias.

As gêmeas, Alice e Harriet, nasceram na 33ª semana de gravidez de cesariana. As meninas estavam em perfeito estado de saúde, mas nasceram sem cabelo por causa dos efeitos da quimioterapia.

Quatro semanas depois do parto, Michelle foi submetida a uma cirurgia para retirada do tumor e do útero. Os médicos acreditam que ela esteja curada.

A britânica disse que deve "a vida às filhas".

No dia 12 de fevereiro, Michelle receberá o prêmio "Mulher de Coragem" do Cancer Research UK, um centro na Grã-Bretanha dedicado a pesquisas sobre o câncer.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI2338566-EI298,00.html

30 de janeiro de 2008

7 SETE 7


Eu não acredito em superstição. Nem em promessa, horóscopo, astrologia ou naquelas “macumbinhas” que algumas mulheres fazem no dia de Santo Antônio pra arrumar casamento. Mas, não quis perder a oportunidade de manter a, digamos, tradição dos 7 posts por mês (olhe no canto direito, você vai ver que eu publiquei 7 textos em novembro e em dezembro). Talvez 7 seja meu número de sorte. Embora eu também não acredite muito em sorte, muito menos que um mero número possa me trazer sorte. No fundo, só achei bonitinho continuar publicando 7 textos por mês.

Como você já deve ter percebido, eu não sei muito bem o que vou escrever nesse post e, até agora, só enrolei. Aliás, agora eu acabei de perceber que eu tenho síndrome de Machado de Assis, pois, assim como ele, escrevo os textos pensando e falando com o meu futuro leitor, mesmo sabendo que, diante dos quase inexistentes comentários, é provável que esse leitor não venha a existir. Bom, mas se o Machado pode escrever um livro de um autor morto, por que eu não posso escrever um texto pra um leitor que nunca vai existir??? Eu sei que você pensou “Porque você não é o Machado, sua idiota”. Mas nunca se sabe quem eu serei daqui 100 anos. Talvez, os seus netos estudarão meus livros na aula de literatura e, se isso acontecer, lá do céu - pois como eu sou boazinha irei pro céu ;) – eu vou rir de você e pensar “Mané, quem ri por último ri melhor!”

Lá se foi mais um páragrafo e eu... apenas enrolei. Aliás, essa é uma das habilidades que eu desenvolvi muito bem na faculdade (pra quem não sabe, fiz Letras e me formei em 2006). Sempre tinha aquele professor mala, que lecionava a matéria mais insuportável do mundo e, como se não bastasse, ele pedia um trabalho de 15 páginas no fim do curso. É aí que você aprender a escrever em 15 páginas aquilo que, na real, você escreveria em duas, no máximo três.

Páragrafo 4. Enrolação nota 10. (Nossa, agora até ouvi aquele locutor da Globo, que fala nas apurações das escolas de samba, falando “quesito Enrolação – nota 10”.) Falando em sorte, me lembrei da bizarra e às vezes assustadora Sorte de Hoje do orkut. Não sei se você já reparou, mas às vezes ela tá certa ou então te fala exatamente aquilo que você estava precisando ouvir. A minha sorte de hoje dizia que “hoje meu destino tinha mudado completamente”, ou algo do tipo, enfim, na hora achei uma palhaçada e ri sozinha. Mas agora, pesando melhor, ela não é tão absurda assim. Não, é óbvio que meu destino não mudou completamente hoje, mas ele vêm mudando nos últimos dias.

Essa semana finalmente eu tomei vergonha na cara e resolvi começar a dirigir de verdade. Percebi que o problema era que eu não acreditava na minha capacidade de fazer isso, pois eu até que dirijo razoavelmente bem, embora ainda não saiba estacionar no supermercado. Além disso, ontem eu recebi vários elogios de uma pessoa que trabalha comigo e isso me deixou feliz.

Outra coisa que mudou é que meu cabelo está quase voltando ao normal e aquela maldita escova definitiva que eu fiz há quase um ano está saindo. Aliás, um conselho: nunca faça escova definitiva. O seu cabelo vai ficar muito liso, você vai parecer um pincel ambulante e só vai ser feliz com “o seu cabelo liso, sem chapinha” nos 3 primeiros meses, porque depois a raíz vai começar a crescer e você vai ficar presa ao secador, vai ter que secar a raíz toda vez que lavar o cabelo. Aproveitando a onda de conselhos, nunca tome Roacutan. Eu garanto, é melhor ter algumas espinhas. Mas esse caso é outra história, conto outro dia.

Por fim, talvez toda a minha família passará por uma grande mudança em breve, pois a empresa onde meu pai trabalha irá demitir 1500 pessoas (isso mesmo, 1500!) em março. Espero que a aposentadoria dele saia antes... Bom, como você pode ver, minha habilidade de escrever muito sem dizer nada é realmente brilhante, pois eu estou no sétimo parágrafo e se eu te perguntar “qual o tema desse post?” tenho certeza que você não saberá responder. Aliás, você também deve ter percebido que dei um dia de folga pro meu eu-lírico. Até que escreve bem o danadinho né?! E tem um gosto musical agradável.

Bjo

See you at night!
(essa frase foi em homenagem a minha mãe, pois hoje eu ensinei pra ela... porque eu saio de casa as 12h15 pra ir trabalhar e só volto a noite, então...)

Ps: Falar em sorte me fez lembrar dessa música, que não tem exatamente nada a ver com o post, mas... eu gosto dela.

Eu acho que “there is a disconexion” no meu cérebro hoje!



boomp3.com


22 de janeiro de 2008

Epidemia

Comunicado urgente

Uma nova epidemia altamente devastadora e com sérias consequências está se alastrando pelo país. Não, não estou falando da Malária, muito menos da dengue. Essa epidemia é importada, tem nome, sobrenome e apelido: Big Bosta Brasil.

O vírus é extremamente contagioso e as complicações causadas pela doença são sérias e irreversíveis. Os principais sintomas são:

1 – Perda rápida de inteligência. Logo nos primeiros dias após o contágio, você perceberá que seu nível intelectual começará a cair. Você começará a falar coisas sem sentido e ter dúvidas idiotas como “escola é com E ou com I? Ou é com S?”. Após 3 meses, terá o QI menor que uma criança de 3 anos. Além disso, passará a repetir jargões bregas e/ou sem sentidos.

2 – Perda de cultura e bom gosto. Esse sintoma começará a surgir após o primeiro mês de contaminação. Você deixará de ler livros, ouvir música, assistir filmes e ver bons programas de TV (se é que isso existe). Só terá olhos e ouvidos para o vírus BBB.

3 – Perda de assunto. Aos poucos, você perderá sua habilidade de conversar com as pessoas sobre coisas interessantes. No final da contaminação, só saberá falar sobre a epidemia e nada mais. Fique alerta se, quando você abrir a boca, seus amigos saírem de perto de você.

4 – Perda de valores. Logo na primeira semana, você vai perder o senso do que é certo e errado. Ao final de 3 meses, vai achar que mentir, fazer maldade e armações, falar palavrões infames em público, dar barraco, andar quase pelado e roubar a mulher ou homem do próximo é correto, normal e legal. Também achará que vale a pena fazer tudo (TUDO) por dinheiro.

5 – Vontade de ser um transmissor. Algumas pessoas, após os 3 meses de manifestação, sentiram desejo de se tornar um dos 14 transmissores anuais do vírus. Após esse estágio, não há mais cura.

Para evitar o contágio, só há uma alternativa: fugir do inseto transmissor a todo custo!
Desligue a TV e vá fazer qualquer coisa.

Leia um livro. Estude. Trabalhe. Vá pra balada. Vá pra casa de seus amigos. Pratique esportes. Veja bons filmes. Ouça uma boa música. Visite seu vizinho. Converse com seus pais e irmãos. Dê uma arrumada no seu quarto. Vá fazer compras. Se não tiver nada pra fazer, vá dormir. Além de evitar a contaminação, dormir faz pra sua saúde (e você não vai ficar com sono no trabalho nem vai dormir na aula). Faça qualquer coisa (QUALQUER COISA), mas não ligue a TV. Pois, cá entre nós, qualquer coisa que você faça será mais útil.
Aff ...

17 de janeiro de 2008

Era uma vez . . .


Era uma vez, em um reino não muito distante, havia uma princesa que vivia no seu castelo encantando, com sua vida encantada, à espera do seu príncipe encantado. Sim, ela tinha um príncipe encantado só para ela.

Em um dia de primavera, ele viria no seu cavalo branco, lindo, perfumado, sorridente, com um poema em uma mão e um buquê de flores na outra. Por ela, ele enfrentaria todos os problemas e percalços do caminho. Atravessaria pântanos, andaria quilômetros e mais quilômetros, enfrentaria noites de frio, passaria fome, mataria dragões, sem medo de nada.

Por ele, ela esperou. Esperou. Esperou. Esperou. Esperoooooooooou. E o FILHO DA MÃE não veio! Ela ficou de saco cheio e muito irritada, pois caiu a ficha que essa história encantada é pura enrolação e resolveu ela mesma ir atrás do tal príncipe.

E ela enfrentou todos os percalços do caminho. Atravessou pântanos, andou quilômetros e mais quilômetros, enfrentou noites de frio, passou fome, matou 3 dragões e não teve medo de nada.

Então, finalmente, ela chegou no tal Reino encantado. Perguntou no balcão de informações onde o príncipe estava e o senhor que lá trabalhava lhe mostrou a direção.

Chegando lá, ela deu de cara com o príncipe: com as barbas por fazer, uma roupinha ridícula, um copo de cerveja na mão, rodeado por dançarinas e gritando palavrões infames. Um serzinho desprezível.

O QUÊ? Esse ser teria medo até de uma barata meio morta, ele jamais atravessaria pântanos, andaria quilômetros e mais quilômetros, enfrentaria noites de frio, passaria fome, mataria dragões por ela.

Decepcionada, ou melhor, irritadíssima por ter perdido anos e anos esperando esse bagulho, ela foi embora. Quando o príncipe percebeu que ela era sua princesa, correu atrás. Ele gritou seu nome muitas vezes, mas ela, orgulhosa, nem olhou para trás. Depois de terem andado uns 3 quilômetros mais ou menos, ela na frente e o ser gritando atrás, a princesa resolveu parar e esperá-lo.

Ele, óbvio, resolveu explicar porque tinha se esquecido dela e porque estava naquele lugar, naquelas condições. É claro que ela não caiu na historinha fajuta que ele contou. Ele tentou explicar mais uma vez e disse que se ela o perdoasse, ele ligaria no dia seguinte e eles poderiam sair.

DIA SEGUINTE? No dia seguinte ele estaria no inferno se não desaparecesse da frente dela imediamente. Não, ela não falou isso pra ele, só pensou, porque tinha que bancar a superior. Disse que ainda bem que ele não foi procurá-la, por que ela tinha passado os últimos tempos com as amigas, bem, algumas viagens, muitas baladas e um pouco de praia. Tinha passado ali no Reino Encantando assim, por coincidência, enquanto estava à caminho da casa da sua prima.

Ele fingiu se importar e ela fingiu que acreditou que ele se importava, porque no fundo sabia que ele estava dando graças à Deus por ter se livrado de mais uma.

Arrasada, mas sem perder a pose, ela foi embora. Enfrentou de novo todos os percalços do caminho. Atravessou pântanos, andou quilômetros e mais quilômetros, enfrentou noites de frio, passou fome, só não teve que matar dragões porque já tinha feito isso na ida. Mas, dessa vez, ela teve medo. Medo de continuar sendo essa babaca encantada de sempre.

Quando chegou no seu castelo, fez a única coisa do mundo que pode salvar uma mulher numa situação dessas: ligou pras amigas! Passaram a tarde inteira comendo brigadeiro de colher, fofocando, fazendo as unhas, arrumando o cabelo e vendo comédias românticas com galãs lindos e maravilhosos.